quinta-feira, 14 de abril de 2011

EMPINAR PIPAS NA PRAIA - LAZER OU CRIME?

Uma arte milenar e que encanta milhões de pessoas pelo mundo afora através de competições de arte e criatividade apresentam verdadeiras escuturas voadoras - as Pipas. Competições são realizadas e o que se vê é um verdadeiro espetáculo que colori o céu com graça e encantamento. Adulos e crianças voam junto com as pipas em seus sonhos. O que é importante saber: Nessas competições são obedecidas algumas regras que garantem a beleza do espetáculo e principalmente a segurança das pessoas presentes.
  • organizadores responsáveis permanecem no local
  • não é permitido o uso de cerol
  • o local é ermo e amplo
  • existe infra estrutura de médicos para atendimento ao público e participantes
  • tem hora para começar e hora para acabar
O caso é que esta mesma atividade, realizada de forma indiscriminada nas praias vem se tornando problema gigante na vida dos frequentadores. É bem antigo e parece que a solução ainda está longe de aparecer. Pais e filhos, adultos e jovens, homens e mulheres empinando pipas nas praias já foi alvo de inúmeras discussões e debates em várias instâncias e em todas partes do país. Porém não vemos de fato ações que impeçam definitivamente este ato e acabe com os graves acidentes que continuam acontecendo.

Na Praia Grande a Lei Complementar 188, que está em vigor desde 1998 proíbe a venda de cerol, que é uma mistura de pó de vidro e cola aplicada a linha para cortar as linhas de outras pipas. Percebe-se, no entanto, que isso não vem surtindo efeito, pois não é raro vermos pessoas nas praias, principalmente nas temporadas que sofrem sérios acidentes, alguns com consequências irreversíveis. Adultos e crianças se
envolvem em discussões e brigas e quando um acidente acontece, os mesmos pais ou responsáveis, que compraram as pipas para os filhos e chegam a agir com violência quando é cortada por outro, não aparece para prestar o devido socorro. Crianças, idosos ou quaisquer outras pessoas estão sujeitas pois no auge da excitação, pulam por cima das pessoas, derrubam mesas e atropelam quem estiver na frente para pegar uma pipa.

Isto mostra que não adianta proibir a venda de cerol. Além de ser algo muito simples e que qualquer criança pode fazer em casa, mesmo as linhas sem cerol causam graves acidentes. Experimente correr uma linha sob pressão e em alta velocidade em sua própria mão. Verá que ela também corta como navalha!

Existem campanhas educativas em escolas e até mesmo algumas desenvolvidas pela Prefeitura para coibir o este passatempo, mas sentimos que uma intensificação massiça torna-se necessária visto que o problema não cessa. Dizer que diminuiu é bom para quem diz, mas experimente dizer isso apra alguém que acompanha uma vítima ferida na sala de espera de um hospital. Nas grandes cidades investe-se em ações para evitar que motociclistas e ciclistas sejam vítimas dessas linhas mortais, mas e nas praias? Uma campanha singela e discreta sem continuidade pode atingir o objetivo? Claro que não!

Faz-se necessário um trabalho muito mais presente e incessante envolvendo o poder público e a sociedade e que abranja as entidades de ensino, mídia e toda a população no sentido de fiscalizar, orientar e reeducar a população para que de fato algum resultado seja alcançado. O site http://www.cerol.com/ contém inúmeras informações que podem dar dicas e sugestões importantes e que podem contribuir com o fim desta atividade. A luta é grande.

Curiosidade: não precisamos fazer um esforço muito grande para notar algo curioso: onde estão os peões e as bolinhas de gude? Quem não se lembra dessas brincadeiras tão comuns em nossa infância. Ambas também causavam acidentes. Os peões arremessados com força, as vezes atingiam os próprios participantes ou pessoas próximas, causando ferimentos as vezes graves. Já as bolinas de gude frequentemente eram engolidas por crianças que tinham que ser socorridas com urgência. Com o crescimento das cidades e o fim das calçadas de terra nos grandes centros, estas atividades foram "quase" extintas. Pois é, ninguém precisou fazer nada. E as Pipas?

Será que uma proibição definitiva iria prejudicar o turismo em nossa cidade? As famílias deixariam de visitar a Praia Grande só por que os filhos não podem empinar pipas? O que você acha? Deixe seu comentário e nos ajuda nesta campanha!

"Não empine pipas! Não deixe seu filho empinar pipas. Se necessário for explique o "porque" e mostre a ele as consequências possíveis. Na internet você vê fotos de acidentes horríveis, mas nada pior do que ele vê na TV ou nos vídeo games. Recomende aos seus amigos que façam o mesmo! Salve vidas!!"

Um comentário:

Rosalva disse...

Excelente matéria,acho que deveria ser proibida essa prática de empinar pipas, em locais públicos de muita circulação,como nas praias, nas ruas, e somente permitir em local apropriado como já existem em algumas cidades.Ainda bem que meus filhos nunca curtiram "empinar pipas".

Conheça um pouco mais sobre nossa cidade.

Operação praia limpa. Campanha bem legal da empresa de coleta do Rio de Janeiro.